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Cientista político diz que virada no segundo turno é "extremamente difícil"

Especialista usou eleitores goianos para explicar expectativas para o resultado eleições no próximo domingo (30)

Cientista político diz que virada no segundo turno é
Cientista político e professor universitário, Alberto Carlos Almeida. (Foto: Alex Silva)
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O resultado do primeiro turno serve de “âncora” para as eleições do próximo domingo (30) e demonstra a difícil chance de virada do candidato à presidência da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), afirmou o escritor, cientista político e professor universitário, Alberto Carlos Almeida. Em entrevista ao programa Chega pra Cá desta terça-feira (25), com a jornalista Cileide Alves, o especialista usou os eleitores goianos para explicar as expectativas para o segundo turno.

 “Se a gente pensar no estado de Goiás, por exemplo, temos uma vitória muito grande para o Bolsonaro, foi assim no primeiro turno e será da mesma forma no segundo. Isso acontece no país inteiro, mas estamos falando de estados, bairros, cidades e regiões. No dia a dia, as pessoas já se decidiram. Confio que as pesquisas estão dando o resultado correto, pode não ser na margem que estão mostrando, mas a virada é extremamente difícil”, enfatizou.

Alberto explica que, assim como é difícil para o candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obter mais votos em Goiás, será difícil para Bolsonaro vencer as eleições nacionais. Segundo ele, a diferença entre o resultado e as
pesquisas no primeiro turno foi influenciado, principalmente, pelos eleitores do atual presidente que se recusaram a participar das pesquisas, mas destaca que elas ainda são nortes importantes para as eleições. “As pesquisas contaram duas vezes a história errada. No primeiro turno, disseram que eles estavam mais distantes do que realmente estavam, pois estavam mais próximos do que acreditávamos, com uma diferença de 5 ou 6 pontos. No segundo turno, foi a aproximação entre os dois candidatos nas primeiras pesquisas após o primeiro turno”, disse. Para ele, o eleitor não muda de última hora e é necessário tempo para avaliar esse cenário.

Roberto Jefferson e inflação
O cientista político também avalia que o episódio do último domingo (23) com o exdeputado Roberto Jefferson (PTB) não deve afetar os resultados das eleições. Na ocasião, Jefferson, que se declara bolsonarista, recebeu policiais federais com tiros e granada após o ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender a prisão domiciliar do ex parlamentar. O caso repercutiu na imprensa e especialistas acreditavam que iria afetar negativamente Bolsonaro.

"Talvez isso mexa um pouco em uma outra coisa, mas nada muito relevante, pois isso já se dissipou nos noticiários, que estão cobrindo outras novidades”, afirmou. Alberto alega que isso também se aplica para as tentativas do atual governo em reduzir a inflação para se tornar favorito nas eleições. "Está tudo muito decidido, as pessoas já se decidiram e estamos na reta final, tudo encaminhado. A decisão já foi tomada no primeiro turno, agora é só repetir”.

Pós eleições

Por fim, o especialista foi questionado sobre o cenário e o comportamento dos eleitores após o resultado do próximo domingo (30). “O Bolsonaro não questionou o resultado do primeiro turno e não tem criticado as pesquisas de agora, que apontam a proximidade dele com o Lula. Com todo esse silêncio sem atacar o sistema de apuração brasileiro, será muito estranho se ele começar atacar após a derrota. Se fizer, ficará como choro de perdedor”, finalizou.

FONTE/CRÉDITOS: O Popular
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