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Deputados de Goiás aprovam taxação do agro no Estado

Assembleia aprova a criação do Fundeinfra, que será mantido com recursos vindos do setor

Deputados de Goiás aprovam taxação do agro no Estado
Ronaldo Caiado, governador de Goiás — Foto: Reprodução/Google
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A Assembleia Legislativa de Goiás aprovou nesta quarta-feira, com 22 votos favoráveis e 14 contrários, a criação do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), que será mantido com recursos obtidos por meio de taxação do agro no Estado.

O texto segue para sanção do governador Ronaldo Caiado, autor do projeto. O Executivo estadual espera arrecadar R$ 1 bilhão por ano ao tributar o setor produtivo em 1,65%.

Caberá ao Fundeinfra implementar políticas e ações administrativas de infraestrutura agropecuária, dos modais de transporte e de recuperação, manutenção, conservação, pavimentação e implantação de rodovias.

Ontem, produtores invadiram o Plenário da Alego, que teve sua sessão encerrada. Nesta quarta-feira, a votação ocorreu de forma hibrida - com alguns parlamentares participando pela internet.

Aprosoja critica aprovação

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), Joel Ragagnin, lamentou a aprovação do projeto que taxará o agronegócio do Estado em 1,65%. "O grande erro do governador foi não ter se atentado ao momento de incertezas no Estado e no país. Além disso, ele também não se comunicou, nem trabalhou o projeto com o setor produtivo. Consideramos isso uma atitude impositiva", afirmou Ragagnin ao Valor.

Ele critica a falta de coerência de Caiado que, até antes da eleição, dizia não ter intenção nenhuma de criar novos impostos sobre o agronegócio. "E foi exatamente o que ele fez após a reeleição", condena o presidente da Aprosoja.

A equipe da Aprosoja de Goiás deve analisar todo o processo de discussão do projeto no Legislativo em busca de problemas e inconsistências. Caso não haja o que fazer na frente jurídica, a associação deve discutir com o governador a forma e os prazos para que a tributação seja aplicada.

"O setor não suporta, assim como outros setores da economia, não suporta aumento de tributos", afirma Ragagnin.

FONTE/CRÉDITOS: G1
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