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Servidor comissionado da Assembleia Legislativa é investigado por receber salário mesmo após se mudar para Portugal

Mesmo após se mudar do estado e até do Brasil, ele recebeu salário da Casa Legislativa por um período de oito meses. Assembleia e Tribunal de Contas de Goiás apuram o caso.

Servidor comissionado da Assembleia Legislativa é investigado por receber salário mesmo após se mudar para Portugal
Cairo Santos Macedo Junior — Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Um servidor comissionado da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em Goiânia, é investigado por receber salário mesmo após se mudar para fora do país. Nas redes sociais, Cairo Santos Junior se apresenta como massagista e exibicionista, além de indicar seu novo endereço: Lisboa, em Portugal. No entanto, mesmo após se mudar do estado e até do Brasil, ele permaneceu recebendo salário da Casa Legislativa por um período de oito meses. 

A Assembleia Legislativa afirmou que não tinha conhecimento que o servidor havia mudado de domicílio e que instaurou um processo administrativo para investigar o caso. O órgão também disse que o homem trabalhou em regime de home office durante a pandemia e que só no dia 25 de outubro pediu a exoneração, tendo sido exonerado no dia 1º de novembro deste ano.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) disse ao g1que a côrte apura "todas as manifestações que recebe sobre questões envolvendo despesas públicas" e que em "eventual confirmação de irregularidades pode ensejar a aplicação de multa e a devolução de valores aos cofres públicos".

Investigação

O homem investigado foi funcionário da Assembleia Legislativa por mais de dois anos, tendo sido contratado em junho de 2020 como assessor nível 4. De acordo com o Portal da Transparência do órgão, ele foi admitido para trabalhar na assessoria adjunta à diretoria administrativa. Na época, ele recebia R$ 2,5 mil. Em dezembro de 2021, o salário teve um aumento de mil reais e em setembro deste ano, passou para R$ 3,7 mil. A soma dos salários pagos pela Casa Legislativa ao massagista chega a quase R$ 90 mil reais.

No entanto, em uma postagem realizada por ele em fevereiro deste ano Cairo contou que chegou a Lisboa em fevereiro deste ano, mas mesmo antes de sair do país, ele já estava fora de Goiás. Isso, porque em janeiro ele publicou que o estúdio de massagem dele era localizado em São Paulo.

A promotora de Justiça Fabiana Zamalloa explicou que o caso chegou ao Ministério Público, que o procedimento foi instaurado e encaminhado a distribuição para análise dos promotores. Ela ainda detalha que, se ficar comprovado que ele era "funcionário fantasma", pode ter que devolver o dinheiro.

FONTE/CRÉDITOS: G1
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